Livro de procurador do Paraná mostra visão antropológica de provas testemunhais

O procurador do Estado e associado da APEP, Luiz Henrique Sormani Barbugiani, lançou o livro “A Colheita da Prova Testemunhal em Juízo no Brasil: uma visão antropológica” (Editora Lumen Juris, 266 páginas), que trata das interferências presentes na compreensão, na retenção e na reprodução dos fatos pelas testemunhas e dos elementos que influenciam na valoração da prova pelo juiz. Está sendo considerada uma obra inovadora que mescla conhecimentos de Direito Processual, Psicologia e Antropologia.

O professor titular do Departamento de Psicologia Social e Antropologia na Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Salamanca, Ángel-Baldomero Espina Barrio, escreveu o prólogo da obra. O professor comenta que, sem dúvida, o livro contém novas contribuições para realidades jurídico-culturais, somadas a um aparato crítico apurado e tratamento teórico do campo de trabalho.

“A análise dos aspectos simbólicos e rituais envolvidos nos procedimentos de coleta da verdade que estão incluídos no texto é elogiada por seu grande interesse, tanto judicial quanto antropológico, mas também psicológico e linguístico”, escreve o professor Barrio. A cultura é, sem dúvida, um elemento essencial para entender a consideração de testemunhos, a forma de obtê-los, expressá-los ou valorá-los, completa.

O autor

O procurador do Estado do Paraná Luiz Henrique Sormani Barbugiani é mestre em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Antropologia pela Universidade de Salamanca. Doutor em Direito pela Universidade de São Paulo e em Administración, hacienda y justicia en el Estado Social pela Universidade de Salamanca. MBA em Gestão Estratégica pela Universidade Federal do Paraná. Escreveu, entre outros livros, “Mediação e arbitragem no âmbito público e privado: perspectivas e limitações” (Editora Lumen Juris, 2018); “Técnica de Julgamento do Artigo 942 do CPC de 2015” (Editora Lumen Juris, 2018); “Educação e Trabalho: aspectos relevantes do entrelaçamento desses direitos sociais no âmbito nacional e internacional” (Editora Lumen Juris, 2-17); “Corrupção como fenômeno supralegal” (Juruá Editora, 20-17); e “Prerrogativas da Advocacia Pública” (Editora Fórum, 2016).